
Feliz 2009.
"...e o insensato quer tormenta, como se nela houvesse paz!" Mikhail Lermontov


spalhadas e todas as loucuras que vocês podem imaginar. Talvez o trem seja até muito quadradão, porque nossos três yankees foram expulsos e obrigados a descer numa parada no meio do deserto. Isso me faz lembrar uma temporada na pousada do Rai em Maracaípe, onde eu, Jeovah, Mauro e Antonioni (só peça boa) íamos sendo expulsos do recinto por estarmos pertubando tarde da noite, ouvindo Ramones nas alturas, bebendo vinho e discutindo aos berros. Então, não tenho muito o que falar sobre Darjeeling e a India, pois não conheço a cultura indiana em quase nada, exceto que os ciganos migraram daquela terra no século XV. No final da postagem vou deixar a trilha sonora desse filme que é arretada e se puderem, assistam.
e é "most - мост", então é provável que seja alguma coisa parecido com ponte. Essa belíssima ponte, que foi destruída na época da guerra na Iugoslávia (93 e 94) e reconstruída após o fim do conflito, serve de ligação entre os dois lados da cidade que na época medieval eram duas cidades chamadas Nebojša e Cimski grad. Me faz lembrar de Budapeste, que no passado era duas cidades: Budá e Pest, a primeira de população magiar e a segunda de comerciantes alemães, separados pelo Danúbio. Salve Zóltan, onde quer que esteja, foi ele que me explicou isso.
não, é música cigana. Espero que vocês tenham coragem de tentar conhecer, pode ser prazeroso, meus amigos, embora entender o que se canta em bósnio não é nada fácil. Então, minha sugestão para essa noite de sábado é a trilha sonora de Viagem a Darjeeling e dois discos do Mostar Sevdah Reunion, o primeiro com Shaban Bajramovich nos vocais e o segundo com Ljiljiana Butler, uma daquelas cantoras bem gordas, com cara de bolacha maria, mas que bota pra quebrar! Obrigado pela visita e aproveitem as sugestões.




Schubert era a principal voz do coral da Escola dos Jesuítas, tendo uma educação musical bastante rigorosa. Ao se tornar adulto não conseguiu chamar a atenção da população vienense, de maneira que para se sustentar vivia da ajuda de amigos, entre eles Franz Liszt e Robert Schumann, que também não eram ricos. Aliás, quando ouvimos a música desses grandes compositores clássicos ficamos a imaginar que eles viviam em castelos e que a beleza de suas músicas vem da inspiração luxuosa em que vivem. Engano nosso. Um dos poucos que puderam gozar dessa imagem que fazemos foi o judeu (Por quê será?) Félix Mendelssohn que era considerado o melhor músico de seu tempo, além de Haendel que no fim da vida gozou de enorme prestígio na Inglaterra. Porém, muitos desses músicos viviam em deplorável situação de pobreza. Entre os que mais sofreram podemos destacar Schubert. Um causo tão triste pode servir de piada para nós, amantes do humor negro (sem racismo). Schubert era tremendamente apaixonado pela jovem Theresa Grob, moça encantadora. Schubert não era um homem feio, entretanto sua timidez o tornava obscuro. Schubert chegou a escrever mais de 200 músicas em homenagem à Theresa, que ao final trocou o amor do nosso triste personagem real, pelos braços de um mestre-padeiro. Coitado de Schubert. Sua música é carregada de profunda tristeza, quase todas. Se algum dos meus leitores gostam de tocar violino ou piano, saberão o valor que a obra de Schubert representa. Entre suas principais obras, A Sinfonia Incompleta é a que merece maior destaque. Morreu muito moço, com 31 anos, em virtude de uma doença sexualmente transmitida que arranjou num dos cabarés mais baratos de Vienna. O homem se foi tristemente. Deixar-vos-ei com uma passagem de Jesus, que o mestre Fiódor adorava:
"Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, produz muito fruto." (Evangelho de João; Capítulo 12; 24).
link para baixar o conerto para violino e piano:
http://rapidshare.com/files/135551418/Schubert.ViolinPpianoHoelscher.part1.rar
http://rapidshare.com/files/135551415/Schubert.ViolinPpianoHoelscher.part2.rar
Copiem e colem no navegador. Beijo para todos vocês.
Na véspera do casamento a morte dos mineiros o surpreende no fundo de uma galeria. A noiva permanece fiel após a morte e vive tempo suficiente para um dia, já velhinha, reconhecer o noivo num cadáver retirado da galeria perdida, poupado à decomposição pela impregnação de vitríolo de ferro. Depois desse reencontro ela também é chamada pela morte. Quando Hebel, no curso da narrativa, se viu ante a necessidade de tornar manifesta a longa série de anos, ele o fez com as seguintes frases: 'Nesse interim, a cidade de Lisboa foi destruída por um terremoto, a Guerra dos Sete Anos terminou, o Imperador Francisco I morreu, a Ordem dos Jesuítas foi suprimida, a Polônia dividida, a Imperatriz Maria Tereza morreu, Struensee foi executado, a América tornou-se independente e as forças francesas e espanholas reunidas não conseguiram conquistar Gilbratar. Os turcos cercaram Stein na Cova dos Veteranos na Hungria. O imperador José também morreu. O rei Gustavo da Suécia conquistou a Finlândia russa, começou a Revolução Francesa e a longa guerra, e o imperador Leopoldo I também baixou ao túmulo. Napoleão conquistou a Prússia, os ingleses bombardearam Copenhague, os camponeses semearam e colheram. O moleiro moeu, os ferreiros martelaram, os mineiros buscaram veios de metal na sua oficina subterrânea. Mas quando os mineiros de Falun, no ano de 1809...' Nunca um narrador ancorou seu relato na história natural mais fundo do que Hebel o fez nesta cronologia. É só lê-la atentamente: a morte aparece em turnos tão regulares como o homem da foice nas procissões de meio-dia no relógio das catedrais."
Boa Ventura (ontem e hoje, mesma coisa) >>>>







