sábado, 7 de março de 2009

Lula Côrtes e (Má) Companhia



Hoje gostaria de escrever um pouco sobre essa figura mitológica da psicodelia musical pernambucana e mundial, trata-se do velho lobo do rock and roll, o grande Lula Côrtes. Assisti um show dele na abertura do Pré-AMP em fevereiro e, posso dizer, que foi bastante emocionate ouvir a rouca voz de Lula trucidando as adversidades da vida e mostrando-se o mais jovem de todos os artistas da atualidade. Acompanhado da Má Companhia, eles fazem o melhor show de rock, na minha opinião.


Eu conheci Lula Côrtes antes mesmo de ouvir qualquer música dele, no máximo tinha escutado falar. Estávamos na praia de Atapuz, quando da realização da Regata Atapuz-Recife, onde Lula estava hospedado na mesma casa em que eu e meus amigos, Hugo Perez e Andréia. Desde já, me afeiçoei ao seu espírito altaneiro, ainda mais que quando a gente é jovem se encanta facilmente pelas lendas que envolvem os grandes dinossauros. O éter é perceptível. Mas, o fim de semana passara e eu ainda demorei uns dois anos para ouvir o Paêbiru, disco gravado com Zé Ramalho em 1975. Entretanto, não é sobre esse disco que gostaria de falar, pois este, já recebeu todos os méritos dos críticos musicais ao redor do mundo. Gostaria de falar das parcerias que Lula realizou, seja com Laílson, Jarbas Mariz, Zé Ramalho, Robertinho do Recife e (Má) Companhia (essa última, que banda de rock!!). Os discos de Lula são diferentes entre si, ele bebe na parceria com outros músicos e no caso das atuações com Laílson e Jarbas Mariz, os discos são instrumentais, ficando para a voz humana apenas grunhidos e sibilos. Quando se deixa levar pela poesia, mistura os ritmos nordestinos e do mundo nos brilhos e mistérios de sua imaginação.


Muito se fala que o movimento Manguebeat dispertou uma veia rebelde e impulsionou a juventude a desabrochar sua inclinação musical. Porém, na década de 1970, encontramos em Recife (e adjascências) uma geração de poetas e músicos malditos que irão se engalfinhar em pântanos de cogumelos de onde explodiriam pérolas da música tida como psicodélica. Ave Sangria, Aratanha Azul, Zé Ramalho, Lula Côrtes, Phetus. Desculpem-me os que eu esqueci. Essa rapaziada representava Pernambuco e Paraíba fazendo frente ao Pessoal do Ceará e aos Novos Baianos, entre eles, Raul Seixas.

Através do meu blog, nessa morgada noite de sábado, resolvi prestar minha homenagem ao grande Lula Côrtes, em vida, desejando-o muitos anos de trabalhos na música e nas artes plásticas e que continue a produzir, refletindo sua visão do mundo e expondo sua alma na bandeja! Segue alguns discos do velho Lula. Pra quem não conhece, tá perdendo tempo!


1) Lula Côrtes e Má Companhia (A Vida não é Sopa - 2006): http://cantinadorock.blogspot.com/2008/06/lula-corts-vida-no-sopa-2006.html


2) Lula Côrtes e Laílson (Satwa - 1973): http://sombarato.org/node/16







Obs: Minha gente, tenho dois discos aqui no meu computador que não achei em outros sites da internet: Lula Côrtes (O Gosto Novo da Vida -1981) e Lula Côrtes e Jarbas Mariz (Bom Shankar Bolenajh - 1988). Alguém sabe como faço pra disponibilizar esses discos?

6 comentários:

Sr. Anísio disse...

ei porra tu nun posta mais nada não é????
preguiça ducaraí!!!!

jarbas disse...

Dodô,
Se houver interesse no disco "Bom Shankar Bolenath" de Lula Côrtes e Jarbas Mariz, entre em contato atraves do site oficial do Jarbas:
www.jarbasmariz.com.br
Angela Garcia - assessora de imprensa

LEAAC = LUIZ ALBERTO disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Amiable fill someone in on and this post helped me alot in my college assignement. Gratefulness you on your information.

cesar disse...

cara procura no blog Eu Ovo q tem esses dois discos
ta aki
http://euovo.blogspot.com/search/label/Lula%20C%C3%B4rtes

Taciana disse...

Dodô. Estou fazendo na quarta-feira próxima, um passeio de poetas no Capibaribe e estou tentando convidar o Lula. Você poderia me ajudar? Meu e-mail é: pertodecasa@hotmail.com. Obrigada. Taciana Valença.